Dando seguimento ao mutirão de treinamentos que o Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (HEJA) realizou com a equipe de enfermagem; a Unidade promoveu uma capacitação para reforçar os protocolos de “Mews”, “Braden”, “Scores”, “Murphs” e “Sheim”. Os termos médicos fazem parte do dia a dia em um Hospital e são fundamentais para garantir a segurança dos pacientes.

“Mews” corresponde aos sinais vitais; “Score” ao alerta precoce; “Braden” a lesão por pressão, “Sheim” são os cuidados do semi-intensivo e “Murphs” corresponde ao risco de queda. De acordo com a enfermeira e coordenadora do Núcleo de Qualidade do HEJA, Isabela Ribeiro, foram aplicados formulários para fixar melhor os conhecimentos. “Todos esses protocolos são importantes para garantir a segurança do paciente. A enfermagem passa a avaliar o paciente no seu todo, observando diversos aspectos”, afirmou a enfermeira.

Principal porta de entrada

Segundo Eliete Martins de Azevedo, coordenadora da enfermagem, foi necessário revisar e reorganizar todos os fluxos porque o HEJA tem realizado cada vez mais atendimentos diários. “Estamos atentos e não queremos abrir espaço para erros”, pontuou a coordenadora.

Dados de atendimento referentes ao ano de 2018 demonstram que o HEJA é a principal porta de entrada de atendimentos de urgência e emergência em Jaraguá e região. A média de atendimentos realizada em 2018 foi de 3.765 por mês; isso representa 125 atendimentos por dia.

Para a colaboradora Jaqueline Lemes, técnica de enfermagem, este treinamento trouxe clareza e maior preparo para a equipe de enfermagem. “Muito proveitoso porque estamos tirando dúvidas. Sinto-me mais preparada para prestar um atendimento adequado para os pacientes,” afirmou Jaqueline.

Mutirão de treinamentos

Os treinamentos começaram no dia 04 de fevereiro e continuaram com agendas diárias até 21 do mesmo mês. No primeiro dia, foram abordados temas como identificação, transporte seguro, fluxo e recepção. “Todos os nossos pacientes são identificados com pulseira com nome completo, data de nascimento e classificação de risco”, esclareceu Eliete.

Segundo ela, também foram reforçados os protocolos de transporte seguro, principalmente extra hospitalar, quando há transferência para outra Unidade. Além disso, toda equipe revisou os protocolos de reconhecimento de sinais vitais. Eles começam ainda na triagem, passando pela classificação de risco, quando é checada a respiração, temperatura, frequência cardíaca, pressão e também a escala analógica da dor. “Através dos protocolos de reconhecimento de sinais vitais, com os questionamentos corretos, é possível compreender o estado de saúde do paciente. Isso, naturalmente, influencia no tempo do atendimento. Através da pulseira sabemos a gravidade, se é caso de urgência ou se ele pode esperar”, afirmou Eliete.

A coordenadora reforçou ainda que a Unidade agora também conta com o serviço de “Posso Ajudar” ainda na recepção. “Um profissional disponível para atender o paciente, com um equipamento com senhas e que direciona para qual setor da Unidade o paciente precisa ir. Isso garante humanização logo no primeiro contato do paciente com o Hospital”, resumiu.