O Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (HEJA) está se tornando uma referência em atendimentos para a população do interior de Goiás. Secretarias de Saúde de cidades distantes têm conseguido inserir pacientes no sistema de regulação e colocá-los na lista de cirurgias eletivas no HEJA. Isso provocou uma redução drástica na lista de espera por procedimentos.

Hospital Estadual atende pacientes de cidades com distância até 200 quilômetros. Filas de espera para cirurgias são reduzidas em mais de três anos. Prefeitos elogiam atendimentos e agradecem parcerias.

A mudança em Jaraguá

Desde que a unidade foi repassada para a administração do Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH) a rotina dos serviços entregues à população mudou substancialmente. A população passou a procurar mais a unidade, houve um incremento sensível no nível de confiança. Além disso, a aprovação junto aos usuários e até a auto-estima de pacientes e colaboradores aumentou.

Com um centro cirúrgico que funciona em sua plenitude o HEJA tem servido a um grande número de cidades que recorrem ao complexo de regulação para mandar seus pacientes em busca de cirurgias eletivas. Com isso o volume de procedimentos aumentou exponencialmente e as filas de espera para cirurgias como hérnias, esterectomias e outras necessidades diminuíram muito.

Pacientes de Aragoiânia vão fazer cirurgia em Jaraguá. Fila que chegava a cinco anos agora não dá 15 dias.

A coordenadora do Núcleo Interno de Regulação do HEJA, Priscila de Castro Ribeiro Trindade, explica que a unidade atende prioritariamente oito municípios da Regional II do Vale do São Patrício. Isso engloba cidades com regiões distintas e distantes como Padre Bernardo e Mimoso de Goiás, que ficam a mais de 200 quilômetros e ainda há um acréscimo quando a Macro Região é inserida no processo. “Chegamos a atender pacientes de até 60 municípios que pedem vagas para cirurgias que normalmente seriam demoradas para conseguir inclusão em Goiânia ou outros centros maiores”, comenta.

*Essa matéria foi publicada originalmente no Diário da Manhã